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Sapato, o insulto supremo na cultura árabe

(Bush é protegido de um sapato atirado por um jornalista iraquiano)






Ao entrar numa mesquita, os sapatos ficam à porta. Basta alguém mostrar uma sola de sapato ao interlocutor para se estar perante um sinal de desrespeito no Médio Oriente. Os sapatos são muito usados para insultos na cultura árabe, e isso tem muito a ver com serem impuros nos rituais da fé islâmica. Mas o insulto do sapato, a parte mais suja e baixa de qualquer pessoa, atravessa as barreiras religiosas e um sapato é universalmente usado para grandes insultos na cultura árabe, nota a BBC on-line.


O "Guardian" lembra que no Egipto, por exemplo, muitas expressões insultuosas recorrem à imagem do sapato: “Seu filho de um sapato” ou “deves ter sapatos em vez de cérebro” são apenas dois exemplos.


E em 2004, quando o então primeiro-ministro britânico Tony Blair se encontrou com o líder líbio Muammar Kadhafi na sua tenda em Tripoli, foi dito que Kadhafi tinha insultado Blair cruzando a perna e deixando a sola do sapato virada para o convidado. “A única coisa pior [do que mostrar a sola do sapato] seria um ataque físico”, disse na altura o director do jornal pan-árabe com sede em Londres Al-Quds, Abdel Bari Atwan. “Fiquei completamente chocado”.


O sapato foi, curiosamente, um dos meios de eleição dos iraquianos para mostrar o seu desdém pelo antigo ditador Saddam Hussein após a entrada das tropas americanas no país – e as imagens de iraquianos a bater com sapatos em imagens de Saddam foi usada para ilustrar o ódio dos iraquianos ao ditador derrubado pelos EUA. Mais tarde, com a violência a alastrar no país, foram imagens de Bush a receber o tratamento do sapato.


De resto, a família Bush tem já outro antecedente com sapatos iraquianos: a seguir à guerra de 1991, o então Presidente Bush-pai foi retratado num mosaico no chão do lobby de um hotel em Bagdad – isto para que pudesse ser pisado pelos visitantes.
Toda a conversa sobre o significado insultuoso do sapato na cultura árabe (ou no islão) foi encarada com alguma ironia na Internet. Atirar um sapato é insultuoso no islão... “e em todas as outras religiões é um sinal de afecto, de amizade, de liderança, e de bons sentimentos”, brincava um dos utilizadores de um fórum de discussão no site satírico democraticunderground.com.

Maria João Guimarães
http://www.publico.clix.pt/ (versão digital do Jornal português Público)

CANUDOS - PONTO SENSÍVEL DA HISTÓRIA DO BRASIL

por CYRO SAADEH*

Essa é uma das famosas fotos do fotógrafo Flávio de Barros, que registrou em seus filmes momentos preciosos do evento lamentável que ficou conhecido como Guerra de Canudos.

Quem não conhece Canudos perde muito da história e da realidade social e política brasileira. Canudos é um aprendizado profundo e único. É um ponto sensível da história do Brasil, pode-se dizer. Um momento em que brasileiros pobres mataram outros brasileiros pobres, por ordem superior. Àquela época não se conhecia e nem se pretendia conhecer a diversidade da nossa Nação. Era a costa litorânea europeizada contra o interior fruto da miscigenação típica brasileira.

Era uma ética européia contra uma religiosidade e solidariedade da miscigenação do índio, do negro e do português. Era o momento do sertanejo forte de Euclydes da Cunha. Era um momento de atuação política e social.

Mas Canudos não era só pedra e barro. Canudos não era só religiosidade e justiça social. Canudos era criança e esperança. Era uma vida em busca da dignidade que redundou, no pós-guerra, na miséria humana absoluta, com crianças sendo prostituídas ou utilizadas como trabalho ilegal e barato.

A realidade da cidade de Canudos, localizada à beira do açude de Cocorobó não mudou e é motivo de perplexidade, reflexão e indignação. Canudos não morreu com o fogo e nem com a água. Canudos permanece na história oral e na mente de alguns brasileiros, mas não é suficiente. Canudos tem ligações profundas com a política e a injustiça social brasileiras. O Brasil só mudará quando as lições deixadas por Canudos, Euclydes da Cunha e Getúlio Vargas forem compreendidas e aplicadas.

Essa história precisa ser contada e recontada, e poderá ser!

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* jornalista

Filme Entre Lençóis

por LELIANE MORAES*


Para os apreciadores do cinema nacional, o filme Entre Lençóis, com Reynaldo Gianecchini e Paola de Oliveira é uma excelente pedida. O casal passa o filme inteiro num quarto de motel discutindo concepções de sentimentos, relacionamentos e enfim, é absolutamente envolvente e interessante. Eu recomendo, além da execelente atuação de ambos, o texto é formidável e inteligente.

Sinopse:Paula (Paola Oliveira) e Roberto (Reynaldo Gianecchini) se conhecem em uma boate na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele acabou de sair de uma relação complicada. Ela está prestes a se casar, mas quer curtir os últimos momentos como solteira. No encontro, surge uma paixão e começa uma longa conversa sobre desejo, insegurança e amores dentro de um quarto de motel.
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* jornalista

FELIZ NATAL!

Tenha fé!
Tenha fé no amor, nas pessoas, na vida!
Tenha fé na natureza e nunca a desrespeite!
Confie em você, na vida que lhe foi enviada por Deus!
Cuide com carinho de todos que você ama, doe-se também a quem precisa!
Não se esqueça de agradecer ao pai por ser assim, mesmo com seus sofrimentos e atribulações!
Ele, Deus, sempre sabe o que faz, e você sempre tem livre escolha... Então escolha o certo, pratique o bem e veja que nem sempre o que parece difícil ou impossível seria o melhor para você!
Creia em ti, em Deus pai, o todo e único poderoso e aprenda a agradecer, lembre disso, passe menos tempo se lamentando e pedindo tudo.
Reflita sobre agradecer e agradecer... Seja mais humilde, pratique a solidariedade, busque a serenidade.
Que nesse Natal a reflexão e o amor reinem absoluto em nossas vidas!
Feliz Natal a todos vocês e que tenham todos o privilégio de mesa farta e família unida!
Aos que não tem, que Deus continue olhando por todos, os menos afortunados de hoje podem ser os felizes do amanhã!
Eu creio!

Lú Matos, jornalista

O Centro continua lindo

por FLÁVIA BUENO*
O centro de São Paulo já foi da alta sociedade e da ralé, agora ele parece que não tem mais dono, que está lá para qualquer um que deseje ser “seu proprietário”. Claro, ele é de todo paulistano. O Centro continua lindo!! Não, não me enganei de cidade, não estou falando do Rio de Janeiro, é de São Paulo mesmo.

Todo bom paulistano é maravilhado pela sua cidade, mesmo com a poluição, transito e afins. Somos apaixonados pela Avenida Paulista e pelo Centro, e por várias outras coisas que só quem mora aqui sabe. Dessa vez vou falar de coisas que podemos fazer, para conhecer mais e melhor onde vivemos, que dá para unir passeio, compras e almoço/ jantar ou um simples café.

Descobri recentemente, não sei se foi sorte, que o Anhangabaú e a Praça da Sé estão limpinhos!! (esperamos que continue sempre assim) O que dá mais vontade de passear por esses lugares, e aproveitar o que existe nos seus arredores.

Perto do Anhangabaú tem praças e igrejas para conhecer, os Viadutos do Chá e da Santa Ifigênia para admirar, o Mosteiro de São Bento (a igreja é linda) para entrar e observar tudo o que há nela, e de quebra, dá para passar na famosa 25 de março, comprar umas lembrancinhas, e ir rumo ao Mercadão comer umas frutas e queijos que sempre são oferecidos pelo pessoal das barracas, e acabar numa mesa com aquele espetacular pastel de bacalhau, ou o sanduíche de mortadela para quem preferir, porque depois de tanta andança a fome estará berrando dentro de você.

Pela Praça da Sé dá para aproveitar a viagem e entrar na Catedral, é espetacular. Descendo o quarteirão você já está no Pátio do Colégio. Lá tem um ótimo espaço para comer, e de quebra tem as obras de arte para aprecias (tem uma parte que é paga, mas é baratinho), sem contar nos inúmeros prédios e suas arquiteturas para contemplar. Nesse passeio dá para aproveitar e comprar uns brincos, colares e coisas do tipo, um bom lugar de prataria e ouro, a rua Barão de Paranapiacaba. Se procurar bem, você acha coisas tão em conta que chegam a sair pela metade, às vezes, até mais barato que isso.

Passeios desse tipo não faltam, as opções são tantas que acho que enxeriam todo esse espaço, mas vou comentar mais alguns: Praça da República, aos domingos tem a feirinha com quadros, pedra, coisas de enfeite, comida, e por ai vai; Museu da Língua Portuguesa; Conjunto Nacional para quem estiver pela Paulista, dá para aproveitar a maravilha que é a Livraria Cultura e ainda pegar um cineminha; Terraço Itália; o prédio do Banespa... enfim, quem quiser saber mais sobre passeios históricos e turísticos de São Paulo, tem uma boa lista no site da Prefeitura: http://www.capital.sp.gov.br/portalpmsp/homec.jsp.
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* jornalista

DO ENTREGUISMO AO IMPERIALISMO E À GLOBALIZAÇÃO

por CYRO SAADEH*
Tem coisas que não dá para guardar com a gente. Embora não goste de escrever sobre política em espaço público, como este jornal, há coisas que devem ser colocadas à disposição da população brasileira. Alguns corajosos fizeram isso e já morreram. Outros continuam vivos e insistem no assunto. Mas vamos abrir um parênteses para depois retomarmos o fio da meada.
Hoje o Brasil é um país que se inseriu no contexto da globalização. Vivemos as glórias e as tristezas decorrentes disso. Os Estados Unidos estão doentes e o vírus econômico assombra praticamente todos os países do globo, exceto a Coréia do Norte e uma ou outra Nação que não dependa do comércio internacional ou do turismo.
Mas, quando o Brasil começou a tornar-se dependente? Com a vitória dos aliados contra a Alemanha, Itália e Japão, propagandeou-se a democracia dos Estados Unidos como modelo ao mundo. Com isso o Getúlio Vargas foi compelido a deixar o cargo em prol de um presidente eleito democraticamente. O seu sucessor, Marechal Dutra, embora fosse conservador, ainda na década de 40, iniciou a abertura do Brasil às empresas européias e estadunidenses.
Mas em 51 Getúlio voltou como presidente eleito com uma votação esmagadora. O seu projeto era de desenvolvimento das indústrias nacionais, voltadas aos interesses internos. A carta-testamento é um documento anti-imperialista que nos mostra onde erramos. Não podendo confrontar as forças reacionárias, Getúlio, através do suicídio, evita o golpe arquitetado pela UDN entreguista.
Juscelino toma posse e o entreguismo vira modelo nacional. Multinacionais invadem o Brasil, um país com grande massa trabalhadora e consumidora e com potencial de crescimento. Logo depois Jânio Quadros assume para renunciar logo em seguida. Com isso, Jango, João Goulart, deveria tomar posse. Uma ala militar e a UDN o taxam de comunista, relembrando o aumento de 100% do salário mínimo enquanto Jango era Ministro do Trabalho de Getúlio. Brizola, o velho guerreiro político, monta a cadeia da legalidade pelo rádio e consegue barrar, com o apoio do Exército do Rio Grande do Sul, o golpe que estava em curso. João Goulart tomou posse, mas teve que aceitar o parlamentarismo. Posteriormente, através de um plebiscito, o presidencialismo voltou e Jango passou a ter poderes normais. No entanto, confrontava-se com a imprensa udenista, com a classe média insatisfeita com os resultados econômicos e só via uma maneira de sustentabilidade: o apoio dos trabalhadores e líderes sindicais. Nacionalista e progressista, pugnou pela reforma agrária, pela limitação de remessa dos lucros, pela política de não intervenção em assuntos internos dos países, incluindo Cuba, e investiu na educação. 64 foi a ruptura disso. O entreguismo voltou com força total e os interesses estadunidenses nunca foram tão rapidamente atendidos como nessa época de tristes lembranças.
Mas fechemos os parênteses.
Os Estados Unidos queriam barrar de vez a política social-democrata de Jango e do PTB. Por isso investiram às escondidas - e comprovadamente - no Cebrap, do Departamento de Sociologia da USP, que por sua vez tentou modernizar o discurso da necessidade de dependência internacional. Parecia que voltavamos ao período colonial. Alguns desses sociólogos alcançaram os poderes em organizações civis e no Estado. Ao mesmo tempo, surgia um líder sindical criado no regime ditatorial e em indústria estrangeira, com visão muito diferente do sindicalista de 1960.
A visão política de Vargas foi praticamente apagada e o Brasil rendeu-se às enormes multinacionais, à estonteante propaganda cultural estadunidense e ao chique "modus vivendi" não mais francês, mas "americano".
Mas a visão de Getúlio ainda sobrevive. Getúlio Vargas leu Os Sertões de Euclydes da Cunha e entendeu que o que dividia o Brasil era o fato de termos uma parte voltada ao exterior, com seus hábitos e modismos, e outra voltada às raízes nacionais. O estadista Getúlio preferiu unir esses dois Brasis, preservando os valores culturais próprios de cada região. Já os políticos seguintes, com exceção a Jango, primaram pelo o que consideravam modernização, que mistura entreguismo com globalização.
A mídia nacional, com raras exceções, apóia esse modelo entreguista, pois quem lucra com isso não é a população, mas o empresário covarde que prefere vender parte de suas empresas, ou ela inteira, a grandes grupos estrangeiros.
Esse é o Brasil de hoje, fruto de um entreguismo golpista de mais de meio século.
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* jornalista

Sexo: não nascemos sabendo

por ALEXANDRE SAADEH*

Entre os adolescentes existe muita vergonha e mitos quando se fala sobre sexo. É até estranho, mas pelo menos entre os garotos existe a crença de que a atividade sexual, por ser instintiva, já se considera sabida. Pior, é nessa etapa do desenvolvimento que os mitos se consolidam e produzem o que têm de mais lesivo em termos de sexualidade: a noção de incompetência ou de insuficiência. As garotas também sofrem com os tabus de que devem transar, de que não devem transar, de que têm de ter orgasmo, de que têm de se masturbar, etc. Esquece-se que cada um ou uma tem um desenvolvimento próprio, recheado de dúvidas e questões inerentes à auto-imagem, competência, adequação e maturidade afetiva. O que era para ser uma descoberta legal, passa a se tornar uma batalha a ser ganha, onde o outro é só um mero instrumento de comprovação de desejo, mitos, tabus e superação de fragilidades. Poder ter informações seguras e formação consistente nessa área e nesse momento da vida é fundamental se queremos formar indivíduos saudáveis física e mentalmente. Para isso se faz necessária uma educação sexual consistente, respeitosa e sem preconceitos. Usar uma foto, um objeto, um trecho de filme ou mesmo exemplos da vida cotidiana é muito útil e faz da sexualidade humana algo comum, genérico, sem grandes alardes e medos. Para isso a formação de professores é fundamental. Professores sem preconceitos e julgamento de valores são capazes de desenvolver questionamentos maduros e ricos entre os adolescentes. O importante não é passar falsos moralismos ou conceitos restritos, mas sim desenvolver a capacidade de questionar e propor possibilidades reais e tranqüilas, que ao invés de conter, possa impulsionar o amadurecimento de competências, capacidades e relações. Sexo, muito além do ato, é uma forma gostosa e social de se relacionar afetivamente com o outro. Onde um pode completar outro e é o espaço de trocas.
Adolescência é esse mesmo momento de descobertas e trocas; crescimento e incorporação; fase de desfazer restrições e manifestar a liberdade de ser e agir conforme as regras pessoais e sociais amplas. Sem medo, receio ou inibição. Viver quem se é!
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* psiquiatra e sexólogo

Calígula até 21 de dezembro!!!

por LELIANE MORAES*

Para o público feminino, em especial, vale a pena conferir o ator Thiago Lacerda que protagoniza a peça Calígula, em cartaz no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, até o dia 21 de dezembro. A peça que conta a história de Gaius Caesar Germanicus (conhecido por Calígula), terceiro imperador romano, reinante entre os séculos 37 e 41 d.C, traz o ator em sua melhor performance do mal e prende a atenção do espectador do começo ao fim.
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Serviço:Calígula: sextas e sábados, às 21h; domingos, às 18hTeatro Paulo Autran (Sesc Pinheiros): rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo. Ingressos: R$ 20/inteira; R$ 10/meia para estudantes, professores e usuários matriculados; R$ 5/trabalhadores do comércio e do setor de serviços. Informações: pelo telefone (11) 3095-9400
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* jornalista

Diário de fim de ano!

por LÚ MATOS*
Quando eu tinha 10 anos ganhei meu primeiro diário!
Lembro-me perfeitamente daquele caderninho cor de rosa com cadeadinho, cheio de florzinhas!
Acho que ali me despertou a primeira emoção com a escrita, eu já era um fenômeno no colégio em língua portuguesa, tirava notas altas e escrevia redações que emoldurava o quadro negro da minha classe!
Era um desastre em matemática, sempre fui péssima com números, sempre fui aquela que tirava 10 com mérito em língua portuguesa e um 3 ou 4 no máximo em matemática!
Logo eu desde criança já sabia que seria alguém ligado à comunicação...
E hoje, jornalista sou, e apesar de não atuar em tempo integral nessa profissão que orgulhosamente me da prazer tenho o privilégio de ser alguém muito bem resolvida profissionalmente...
Bem todo esse blá blá blá... Não é simplesmente pra valorizar a minha tão estimada profissão!
É na verdade pra chamar a atenção sobre escolhas!
Na vida temos o livre arbítrio, logo, escolhemos o que queremos ser, o que devemos ser... Não é fácil! Existe aquela coisa que chamamos de “estrela” ou “oportunidade”, que nem todo mundo possui...
Eu nem sei se tenho ou tive a tal estrela, mas a oportunidade veio e eu que de boba nada tenho agarrei-a com força!
Tem uma frase do Chaplin que diz assim: “A vida é muito pra ser insignificante”
Aproveite esses últimos dias de 2008 e faça um balanço do que realmente você construiu, e também do que você não fez por medo ou burrice!
Faça uma limpeza em sua vida, jogue fora o amigo invejoso, o namorado infiel, o vestido que te deixa mais gorda...
Jogue fora tudo que não te fez aquele bem enorme que você sabe merecer.
Busque ser você e se encontre, busque a felicidade plena, se procure por ai em outras profissões, em outros grupos de amigos em outras religiões!
Busque você, busque ser feliz e viva!
Porque como Chaplin eu também penso que a vida é muito, muito mesmo!
E não deixo a vida passar por mim... Sou quem passo por ela!

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* jornalista

Para quem quer sombra e água fresca

por FLÁVIA BUENO*

Um bom passeio diurno é o Templo budista Zu Lai. Um lugar espetacular, que faltam palavras para descrever a sensação e a beleza do local. Tudo é perfeito, limpo, organizado, bonito, imponente (de uma forma harmoniosa) e belo, e ainda passa uma mistura de paz, alegria e conforto. A arquitetura do lugar dispensa qualquer comentário, e é de matar de inveja qualquer arquiteto. O Zu Lai segue o Budismo Mahayana, e tem o dito de que a natureza está ao alcance de todos.

O objetivo do templo é divulgar o Budismo por quatro premissas básicas da vida: educação, cultura, beneficência social e purificação espiritual. Essa religião quer condicionar a mente dentro do seu cotidiano, levando paz, serenidade, alegria, sabedoria e liberdade.

Pode não parecer, mas há bastante coisa para se ver e fazer no templo, o passeio passará longe de ser mala. O lugar é gigantesco, tem diferentes áreas para andar e “desbravar”, como pátios, jardins, área com lago, mini museus, o local do ritual, a lanchonete e até biblioteca existe lá. Sempre que vou lá tenho vontade de passar todo o dia, sentada na grama, passeando e aproveitando para comer as delícias que eles fazem.

Nos fins de semana e feriados dá para almoçar. A comida é muito boa, saborosa e saudável. Tudo bem que o preço já aumentou bastante, agora são R$ 15,00, mas pode comer a vontade, bem melhor que um McDonalds. E vale a pena pagar só isso, ainda mais depois de ver a beleza do templo, afinal, eles precisam manter o lugar, o que não deve ser barato... Ah, lá não tem nada de carne, só comida oriental vegetariana. Mas o café deles serve outras opções de alimentos, mas atenção, aqui só tem coisas de cafés. Ah, informação importante, para almoçar no templo tem que acordar cedo, o horário da refeição é das 12h às 14h.

Também dá para comprar enfeites livros, mensageiros do vento e mais um monte de objetos na lojinha deles. Até cursos eles oferecem. Sem contar que é possível programar visitas monitoradas, para mais de dez pessoas, e devem ser agendadas (para isso tem que preencher a ficha no site).

Vale entrar no site, tem até receitas, que parecem ser gostosas: http://www.templozulai.org.br/culinaria.htm. Como chegar no templo Zu Lai: muito fácil, só pegar a Raposo Tavares até o km 29, entrar a direita na ruazinha e seguir até dar “de cara” com o templo, que fica à esquerda. Ele só não abre nas segundas, e nos outros dias fecha às 17h, e estacionamento é de graça.

Regras de comportamento, por favor, respeite o templo:
-Use roupas condizentes com um ambiente religioso (evite decotes, roupas curtas, shorts e bermudas)
-Cultive o silêncio
-Não fume
-Não pegue nada que não lhe tenha sido oferecido
-Não traga animais
-Não é permitida a realização de piquenique em qualquer área
-Não são permitidos o ingresso de itens como carnes, seus derivados e bebidas
alcoólicas.
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* jornalista

A VIDA E O SEU VAZIO - por Cyro Saadeh

A vida jamais pode corresponder a um vazio. Isso corresponderia a uma antítese. Também não bastam vida e sorrisos alheios à realidade. A vida é o meio termo entre o pessoal e o coletivo. Temos o nosso corpo, isso é individual, mas as nossas atitudes refletem no universo e, por isso, devem ser pensadas no sentido do coletivo. Quando nos aquietamos perante injustiças, por menores que sejam inicialmente, dá-se início a um processo de desequilíbrio, alimentando resultados catastróficos a toda a humanidade. Já sobrevivemos a barbáries como guerras, escravidão e inquisição. Hoje, nos defrontamos com um sistema econômico que altera a relação de poder do Estado com os particulares, que retira direitos trabalhistas, que fomenta a globalização econômica, mas não a cultural ou de pessoas. O poço será cada vez maior entre os miseráveis e os ricos, ao mesmo tempo em que se destroem línguas e culturas e, o que é mais grave para todos, sem exceção a ninguém, a natureza sofre com o desequilíbrio das ações desastrosas do homem, provocando verdadeiras catástrofes.

AUT0-CRÍTICA NECESSÁRIA - por Cyro Saadeh

Às vezes, assistimos a tragédias e, atônitos, não sabemos como ajudar, o que fazer, no que melhorar. Muitos pensam, outros assistem como se vissem apenas um vídeo.
Somos um conjunto. Desarmônico, por sinal, mas um conjunto que caminha, cria crises, guerras, difunde a banalidade e a violência, não propicia o culturalismo, e que difunde a necessidade do sucesso e do consumo. O individualismo é uma realidade desse conjunto tão dilacerado pelos poderes e regimes econômicos.
Cremos em marcas, ostentações, moda, propagandas e somos massificados como produtos, meros produtos de consumo, para depois sermos descartados quando estivermos velhos ou com pouco poder aquisitivo.
Tornamo-nos números nos regimes ditatoriais e a vontade que impera é a dos líderes. Consumimos o que eles destinam, também massificando-nos e dilacerando a liberdade da alma.
Com tudo isso, julgamo-nos civilizados e olhamos para outras civilizações, às vezes não tão distantes, como inferiores. Vemos os índios tradicionais com características de exotismo. Não os vemos com valores culturais diversos, como deveria ser feito.
A harmonia com a natureza, o respeito com as crianças e a poligamia e sexualidade às vezes aceita, outras vezes rejeitada, demonstram a consideração pelos indivíduos em respeito à natureza e a diferenças dos indivíduos e grupos.
Podíamos ser simples e olhar singelamente, não com a mente quase sempre arrebatadora, mas com o coração mais adocicado, para, sem preconceito, admitir que integramos a natureza, dependemos dela e com ela necessitamos nos harmonizar.
Assim, compreenderíamos melhor os outros seres humanos e conceitos como solidariedade, fraternidade, amizade, universalidade e humanidade.
Falta muito para nós, seres ocidentais, às vezes tão cultos, às vezes não, sermos considerados tão humanos como pretendíamos. Falta muito, portanto, para conseguirmos resolver problemas, evitar tragédias, erradicar as guerras, dizimar a miséria e zerar a fome. Falta muito para nos sensibilizarmos e agirmos como seres ditos humanos. Falta, portanto, uma auto-crítica necessária.

FANTOCHES

Enquanto aquele que se esforça para ser como os outros desejam que seja é um mero fantoche nas mãos alheias, não tendo autonomia nem vida própria, aquele que é diferente e ousado torna-se o personagem de suas próprias história e vida.
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por CYRO SAADEH, jornalista

IRLANDA

por MARIANA DI LELLO*

Inicialmente chamada de Dubh Linn, que significa “Lagoa Negra”, Dublin, a capital da Irlanda, reúne o charme da arquitetura européia, muita história, cultura e os melhores pubs. O dialeto local é o gaélico, mas a maioria dos irlandeses fala o inglês, o que facilita o crescimento turístico e a curiosidade dos jovens imigrantes.

Sendo um país relativamente jovem, que vem se reestruturando do pós-guerra, a Irlanda é a casa do povo mais simpático do mundo. Ao desembarcar em Dublin, a imigração recebe o turista de braços abertos e com um enorme sorriso no rosto. Os comerciantes fazem questão de atender os clientes com bom-humor e a vida noturna, repleta de pubs, acelera a economia da cidade.

Com sede em Dublin, a fábrica da cervejaria Guinnes também é ponto turístico. O visitante tem a oportunidade de conhecer a história da empresa, degustar o produto e comprar suvenires da marca.

Boa música e cerveja de qualidade são características do famoso Temple Bar, que é parada obrigatória para quem está em busca de agito e descontração. Museus, monumentos, estátuas e parques completam o visual da cidade, que cresce a cada dia e agrega diferentes valores.

Conhecida também como a terra dos duendes, Dublin é cheia de superstições. O trevo de quatro folhas, por exemplo, é um símbolo bastante presente na cidade e reproduzido em diversas decorações e adornos.

Dublin oferece ainda uma culinária rica e diversificada, a base de carnes e grãos, além do uso da pimenta. O clima é agradável durante a primavera e o verão. No outono e inverno, as temperaturas não costumam ser tão severas. A chuva fina que persiste por todo o ano, não é obstáculo para desvendar o lugar, que é cheio de mistérios.
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* jornalista

O EXEMPLO, O SORRISO E OS AMIGOS

por LELIANE MORAES*

Eu não pensava que com o tempo e os acontecimentos imprevistos ao longo da vida, eu pudesse me tornar tão diferente do que um dia fui, insistir nos mesmos erros, porém na hora de encarar a desilusão ter uma postura tão oposta a que tive em outros tempos...
Será a maturidade?
Serão os anos que não perdoam ninguém?
É bom ter experiências, e com elas aprender, tirar um proveito inenarrável de um simples fato, encarar com maturidade o que não tinha que ser e o mais importante: mesmo em meio a um dia nublado e melancólico, que propiciaria lembranças de épocas felizes que acabaram...enxergar um colorido de um livro da vida inteira que ainda está com as páginas em branco loucas para serem preenchidas, com emoções diversas, porém unânimes na arte de ser autêntica e feliz.
Tudo tem sua razão de ser e vem até nós com a missão de nos transformar, cabe a cada um a escolha da transformação, eu procuro escolher aprender com todas as situações, não ficar triste, prestar mais atenção em mim mesma e tentar entender o que se passa no meu mundo interior, antes de julgar o que passa na cabeça do outro, assim me magôo menos com atitudes que poderia julgar injustas ou inadequadas.
Se repararmos bem, todos fazemos parte de um mesmo time de criaturas complicadas e inconstantes, e obviamente o choque dessas criaturas gera conflitos, então para evitarmos um desgaste emocional irreversível, é melhor não querer se intrometer no complexo mundo alheio antes de resolvermos os problemas do nosso.
Para darmos um bom conselho, antes temos que saber aconselhar a nós mesmos. O exemplo ainda é o melhor método de ensino.O sorriso ainda é o melhor método de conquista. E ter amigos ainda é o melhor método de ser feliz.

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* jornalista

Inferno Astral

por LÚ MATOS*

“Inferno Astral é o período de 30 dias que antecede a data de seu aniversário. Nessa época, a cada ano, você fica mais sensível e precisa dar a si mesmo mais atenção. Durante essa fase, recomenda-se fazer um balanço de sua vida e quando se deparar com problemas, esforce-se por resolvê-los.”

“É possível nas quatro semanas anteriores ao aniversário algum acontecimento desfavorável na vida da pessoa. Se nenhum aspecto negativo for formado, nada acontecerá. É sempre necessário que exista um ‘pano de fundo’ indicador de algo para que um evento aconteça. Nem sempre o mês que antecede o aniversário apresenta desgraças, doenças ou acontecimentos dramáticos. O certo é todos viverem o mês que antecede o aniversário como sendo um período de recolhimento, meditação e interiorização”

Colhi essas informações para explicar a vocês e a mim mesma, o que seria esse bicho papão que antecede os nossos aniversários!

Encontro-me no Inferno Astral nesse momento, faço aniversário daqui a alguns dias e todos os anos me ocorre essa tempestade exatamente quando falta 1 mês para o meu ”Aníver”!
É como uma TPM,porém, um pouco mais demorada.

Encontro-me um pouco triste e acreditando ou não no Astral eu vivo momentos complicados...

Tive que tomar decisões importantes e conflitantes e acho que me precipitei. Na verdade se eu não estivesse passando esse período maluco de Inferno talvez tivesse mais paciência. Vai saber!

Tenho ficado muito tempo remoendo coisas, fazendo coisas que não estão me fazendo bem!Agindo de maneira rápida sem pensar!

Fui me consultar com uma amiga astróloga e ela me aconselhou a ter cautela... Eu? imaginem vocês uma sagitariana com ascendente em Leão, puro FOGO ser cautelosa,fato praticamente impossível,e sei que é um erro.

Tenho trabalhado isso em mim: calmaria, cautela, pensar antes de agir...

Estou aqui tentando... E rezando pra logo chegar meu aniversário e apagar as velinhas e de novo ter minha vida de volta.

Ufa! Eu nem acreditava muito em astrologia, mas dessa vez foi muito real!Fiquei tristonha, sem vontade de fazer o que tinha que fazer e com pavio curto!

Falei coisas que não devia ter falado não que fossem mentiras, mas, não tinham que necessariamente serem ditas!Acho que magoei pessoas, tenho pensado em praticar a humildade e pedir desculpas pela dureza dos meus atos!

Errar é humano, e eu erro, e eu peço desculpas, porque acho nobre reconhecer as bobeiras que fazemos!

Culpa do Inferno Astral ou não, até posso usar isso como desculpa, mas tenho que me desculpar!
Coincidências?Sabe Deus!

Só sei que ta chegando ao final, e eu to torcendo pra que chegue logo meu dia “D”,o dia que vou comer bolinho, brindar com meus amigos, me reconciliar com eles e melhor ainda,dar adeus ao Inferno Astral !

Prefiro Paraísos!

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* jornalista